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rumosLançamento de molas parabólicas agita o mercado.

Gazeta Mercantil 28/08/07 - AESA investe para ampliar exportações

Curitiba - Empresa paranaense cria produto para suprir montadoras e reposição na Europa e EUA. A Aesa, uma dos cinco maiores empresas do país no setor de reposição de molas e peças para veículos de carga do Brasil, está voltando com rapidez seus olhos para o mercado externo. Com 57 anos e sede em Cambé (Norte do Paraná), a empresa está lançando, neste mês de agosto, os primeiros produtos da linha de molas parabólicas - o tipo mais utilizado nos países europeus e nos Estados Unidos - com vistas a um aumento inicial de suas exportações de 20% para 30%, dentro de uma produção anual de 7 mil toneladas. Neste instante, o foco das vendas externas está na Europa, tanto no mercado de reposição quanto das montadoras.

Só no ano passado a empresa cresceu 40% nas vendas para o mercado externo, o que inclui países da América Central, América do Sul e África, ritmo muito acima do mercado interno. A empresa investiu US$ 4 milhões para desenvolver o novo produto. "Este tipo de equipamento é até 30% mais leve que molas de feixes convencionais e ele proporciona um ganho de carga importante nos veículos. Só que além de mais leve é também mais suscetível a buracos nas estradas", diz o diretor comercial da Aesa, André Bearzi. "Por isso - as condições ruins das estradas brasileiras - o mercado interno cresce muito mais lentamente, embora a maioria dos caminhões de carga venha equipado da linha de montagem com este tipo de mola", acrescenta.

Dos R$ 40 milhões faturados em 2006, R$ 30 milhões vieram da venda de molas, principal produto da indústria que também fabrica grampos, espigões e pinos de olhete para o setor de autopeças e expanders para o setor de bicicletas. Neste ano, a empresa projeta um crescimento de 20% no faturamento.

Parceria com universidades

Para dar início à produção das parabólicas, a Aesa investiu cinco anos de pesquisas em parceria com os centros tecnológicos como a USP de São Carlos e as Universidades Federais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, e na análise de desempenho de equipamentos para produção das molas parabólicas em países como a Alemanha, Inglaterra, China e Turquia. Com quase 10 anos de presença no mercado brasileiro, as molas parabólicas começaram a ganhar força no País a partir de 2002 com a profissionalização do setor de transportes nacional.

A projeção para 2007 é que 70% dos veículos de carga lançados no mercado nacional venham com as parabólicas. Atualmente, há três fabricantes que operam quase que exclusivamente com as montadoras e apenas mais um no setor de peças de reposição que compete com a Aesa. As molas parabólicas também são mais confortáveis, porém sensíveis a defeitos de superfície e sobrecarga, e têm custo de produção mais elevado devido à matéria-prima e aos processos ainda não muito comuns no Brasil. Em máquinas e matérias-primas, a Aesa investiu mais de US$ 2 milhões para entrar neste novo mercado.

Já com as pesquisas, amostragens de produtos, testes e implantação de processos tecnológicos foram mais US$ 2 milhões. "Antes de iniciar a produção, decidimos realizar diversas adequações no parque tecnológico para assegurar a qualidade dos produtos. Uma destas adequações foi a conquista da certificação ISO 9001/2000, que garante a qualidade dos processos de gestão da empresa", explica.

Produção: 7 mil toneladas

Responsável por 15% da produção de molas destinadas ao mercado nacional de reposição, a Aesa produz 7 mil toneladas de molas convencionais por ano, o que corresponde a cerca de 70% do faturamento total da indústria. A expectativa é que em um ano as molas parabólicas sejam responsáveis por 10% das vendas.

Atualmente, a indústria automobilística nacional vive um boom de produção e de vendas. De acordo com Bearzi, a decisão da empresa em investir em molas parabólicas surgiu com o objetivo de ampliar a presença da marca em mercados internacionais. "Para ingressar na União Européia e nos Estados Unidos, por exemplo, era imprescindível contar com as molas parabólicas no portfólio de produtos", justifica. Até o final do ano, a expectativa da empresa é disponibilizar cerca de 200 produtos em molas parabólicas de diferentes modelos e especificações.

A Aesa contará com linhas de peças desenvolvidas para atender veículos de todas as montadoras.